Notícias sobre Inclusão Digital

"Informatizar escolas públicas é uma necessidade" revela pesquisa

Dominar conhecimentos básicos de informática é um dos fatores fundamentais para o desempenho de alunos.

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É o que apontou a pesquisa Lápis, borracha e teclado, feita pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) e divulgada nesta terça-feira, 3. Ao traçar um panorama do uso de computadores e acesso a internet no Brasil, a pesquisa mostrou que é necessário investir na informatização das escolas públicas, linha de trabalho desenvolvida pelo MEC com o Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo). Só este ano, estão previstos investimentos de mais de R$ 180 milhões em laboratórios de informática, capacitação de professores e produção de conteúdos digitais pedagógicos.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar de 2005 mostram que o número de estudantes com acesso a internet (38%) é superior à média nacional da população (21%). Estudantes de escolas privadas e instituições de ensino superior foram os únicos que registraram taxas de acesso a internet acima de 80%, o que corresponde aos índices dos países avançados. Já nas escolas públicas de ensino fundamental e médio, as taxas caem para 17,2% e 37,3%, respectivamente.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Julio Jacobo Waiselfiz, não é comum haver diferenças tão grandes de acesso a internet em ambientes escolares. Em países como Alemanha, Austrália e Canadá, a taxa média de acesso a computadores em escolas é a mesma em todas as camadas sociais. O mesmo ocorre em países que têm perfil mais parecido com o da realidade brasileira, como México.

Representando o MEC no lançamento da pesquisa da Ritla, o secretário de Educação a Distância, Carlos Bielschowsky, salientou que o MEC trabalha para diminuir a exclusão digital nas escolas públicas. Bielschowsky explicou que, mais do que levar os “teclados” até as escolas é preciso preparar professores e conteúdos. “O ProInfo passa agora a dar mais atenção para a capacitação de professores e diretores nas escolas. A idéia é criar um movimento positivo nas escolas em relação às novas tecnologias”, disse.

Programas — Os investimentos na informatização são altos. Na semana passada, foi lançado um edital de R$ 75 milhões, em conjunto com o Ministério de Ciência e Tecnologia, para a produção de conteúdos digitais nas áreas de física, química, matemática, biologia e português, para o ensino médio. Além disso, estão previstos R$ 100 milhões para a instalação de 13 mil laboratórios e mais R$ 10 milhões em capacitação de professores e diretores de escolas.

(Fonte: Portal do MEC)


"Combate a exclusão digital deve ser prioridade de Governo"

Em pronunciamento na tribuna da Assembléia Legislativa, Ricardo Nezinho denuncia os altos índices de analfabetismo digital em Alagoas…

Em pronunciamento na tribuna da Assembléia Legislativa, Ricardo denuncia os altos índices de analfabetismo digital em Alagoas. Ricardo mostrou preocupação com a falta de prioridade das políticas públicas ao assunto.

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Leia abaixo os principais trechos do pronunciamento e Ricardo:

Em Alagoas menos de 7% da população tem acesso à internet e menos de 2% dos domicílios alagoanos tem acesso à internet. O dado mais perverso e assustador deste número aparece quando o cálculo leva em consideração apenas os municípios com menos de 50.000 habitantes onde menos de 1% da população está conectada à internet.

Vendo pelos olhos frios da economia de mercado, essas cidades são pouco “atrativas” para a Telemar, que desta maneira, não oferece serviço de acesso por banda larga em nenhuma cidade do interior alagoano, com exceção de Arapiraca. Em outras palavrasm, se dependermos exclusivamete da visão mercadológica da Telemar algumas cidades alagoanas estão condenadas à desconexão eterna.

Temos que louvar a iniciativa de alguns empresários que contrariando a visão da Telemar, tentam oferecer serviços de acesso à internet em cidades do agreste e sertão alagoanos.

Graças ao Provedor de Internet Oops de Arapiraca, as cidade de Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema, Girau do Ponciano, Campo Grande, Limoeiro de Anadia, São Sebastião, Olho d’água das Flores, Dois Riachos, Cacimbinhas, Jaramataia, Monteirópolis, São José da Tapera, Coité do Nóia, Qubrangulo, Estrela de Alagoas, Lagoa da Canoa, Craíbas e Cacimbinhas, possuem pelo menos um ponto de internet via rádio.

Os 475.284 habitantes das cidades acima citadas têm a sua disposição cerca de 10 Mega. Para se ter uma idéia de como esse número é pequeno, a Câmara Municipal do Recife tem um link de 6Mega para cerca de 800. Isso mesmo, Os 475.284 habitantes das cidades citadas anteriormente têem apenas 4Mega a mais que os 800 funcionários da Câmara Municipal do Recife têm à sua disposição.

O Estado precisa ter uma política pública para combater essa chaga. Não podemos mais relegar a um plano secundário uma questão tão importante para o nosso desenvolvimento como é o acesso à informação.

O acesso à informação e as Tecnologias da Informação passam necessariamente por três aspectos principais: Acesso ao computador, infra-estrutura (rede elétrica, acesso à internet, etc…) e a capacidade de aprender dos cidadãos (nível de escolaridade, alfabetização, interpretação de textos, etc…)

Nos três aspectos o Estado pode e deve desempenhar um papel decisivo. Quer seja barateando o custo ou financiando a compra de computadores para a população, como também proporcionando a infra-estrutura necessária para a Inclusão Digital e por fim, melhorando a qualidade do ensino público.

Como alternativa o Estado pode e deve dar incentivos fiscais para empresas que queiram oferecer este tipo de serviço – prover serviços de internet – em municípios onde a Telemar não tenha interesse comercial. Dar incentivo fiscal/subsídios ou linhas de crédito especiais para este fim proporcionando às empresas melhores condições para abrirem provedores de internet nesta localidades

O Estado pode, ele próprio, prover este tipo de serviço. Levando em consideração os interesses maiores do nosso desenvolvimento e não apenas os interesses comerciais e do lucro.

È necessário a criação de um Plano nacional de Banda Larga, com metas estabelecidas e que sejam obrigatoriamente cumpridas pelas empresas provedoras e concessionárias de serviços públicos de telecomunicações (Telemar, Brasil Telecom, Telefônica, etc). É com lembrar que foi a adoção do Plano de Universalização do Serviço de Telefonia Fixo Comutado pela Anatel que levou aos avanços alcançados pela telefonia em nosso país. Cabe perguntar: Por que não fazemos o mesmo com a banda larga?

Ficam os seguintes questionamentos: O desenvolvimento do nosso Estado pode ficar a mercê das análises mercadológicas da Telemar? Não está na hora de colocarmos o acesso à informação como prioridade das políticas públicas do Estado? Ficaremos de braços cruzados quando a média nacional de acesso à internet é de 10% e em nosso Estado é de menos de 2%? A Telemar como detentora de licença de serviços públicos pode utilizar apenas a “lógica do mercado” para definir qual cidade terá conexão com o mundo de possibilidades da internet? Os alagoanos de Traipu, Lagoa da Canoa, Girau do Ponciano… etc não tem os mesmo direitos que os de Maceió e Arapiraca?

(Fonte: Portal do Deputado Ricardo Nezinho)


"Estado de São Paulo abre laboratórios de informática nas escolas estaduais"

Secretaria de Educação selecionará 4 mil alunos do Ensino Médio como monitores.

O governo do Estado de São Paulo lançou um projeto para manter abertos, durante todo o período de aulas, os laboratórios de informática das escolas estaduais. É o Acessa Escola. Todos os estudantes da rede estadual poderão utilizar os laboratórios a qualquer momento, não apenas durante as aulas de informática, e terão auxílio de monitores treinados.

Até dia 21 de maio, a Secretaria de Estado da Educação e a Secretaria de Estado da Gestão, via Fundap, abrem inscrições para contratação de 4 mil estagiários, que serão os monitores dos laboratórios, recebendo R$ 340 mensais pelo trabalho. No total, até o fim da implantação, serão selecionados 12.242 estagiários (as 8.242 vagas restantes serão abertas posteriormente). Para se inscrever, o candidato deverá comparecer à secretaria da escola que estuda.

Só poderão concorrer a estes estágios alunos do 1º e 2º ano do Ensino Médio das escolas estaduais. A seleção será por intermédio de prova objetiva, avaliando raciocínio lógico e familiaridade com informática. Será dada preferência para contratação de alunos da própria escola. No caso de escolas que não tenham candidatos, alunos da escola mais próxima serão chamados, seguindo ordem de classificação.

Além de abrir os laboratórios em período integral e oferecer estágio para 4 mil estudantes e Ensino Médio, o Acessa Escola irá proporcionar capacitação aos adolescentes, que para virar monitores serão treinados em seis módulos sobre informática.

A carga horária de trabalho será de 4 horas diárias, pela manhã (8h às 12h), tarde (12h às 16h) ou noite (16h às 20h). O contrato de estágio será de até 12 meses, podendo ser prorrogado por mais 12 meses. O tempo mínimo de contrato será de seis meses. Todos os estagiários serão supervisionados por assistentes técnico-pedagógicos das Diretorias de Ensino.

"O acesso a computadores e à internet permite a exploração de um espaço virtual inesgotável de pesquisa, uma melhora para a aprendizagem. Os laboratórios ficarão abertos, à disposição dos estudantes", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

O projeto está dividido em três fases, atingindo ao seu final todas as escolas de Ensino Médio do Estado. As 4.000 vagas abertas a partir de segunda-feira serão para as duas fases iniciais, em 1000 escolas. Estes alunos começarão a trabalhar a partir de agosto. Posteriormente serão abertas mais vagas.

O governo do Estado mantém atualmente uma rede de 70 mil computadores distribuídos nas 5.500 escolas (97% das escolas estaduais possuem laboratórios de informática).

(Fonte: Educação São Paulo)


"MEC cria laboratórios de informática em 9 mil escolas públicas urbanas"

Pregão eletrônico definiu empresa responsável por equipamentos.

Estudantes brasileiros serão beneficiados com a implantação, no início do próximo ano, de laboratórios de informática em 9 mil escolas públicas urbanas que ainda não estão equipadas.

De acordo com o MEC, cada laboratório será composto por dez microcomputadores, com estabilizador de tensão, uma impressora a laser e um roteador (equipamento que compartilha uma conexão entre os computadores, possibilitando comunicação via intranet e internet).

Dados do MEC mostram que, desde o início de 2007, o ProInfo expandiu o atendimento de 1,8 mil para 5,3 mil municípios, ampliando de cerca de 6,5 mil para 13 mil escolas equipadas com laboratórios de informática.

Estima-se que até 2010, cerca de 80 mil escolas da quinta à oitava séries que ainda não dispõem de laboratórios de informática devem estar equipadas. A programação prevê a inclusão no ProInfo de 20 mil escolas apenas em 2008.

(Fonte: Portal Agência Brasil)


"Inclusão digital no campo"

Inicia o funcionamento do programa de implantação da internet via rádio nos distritos do Passo da Areia e Albardão, no município de Rio Pardo (RS).

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O projeto de inclusão digital foi criado como meio de captar doações de entidades jurídicas ou pessoas físicas para o Fundo Municipal da Criança e Adolescente, onde o investimento foi feito em recursos para implantação do mundo online no campo. O principal objetivo será promover o acesso à informação e novos conhecimentos através do uso de computadores conectados a Internet, contribuindo assim com a melhoria na qualidade do ensino nas escolas e centro de formação do campo, bem como as associações de produtores, tornando o meio rural um lugar com mais possibilidades de aprendizado, oportunidades e conexão com o mundo através da rede mundial de computadores.

O projeto - criado por 4 escolas públicas e 6 entidades dos dois distritos rio-pardenses- foi aprovado junto ao Conselho Municipal da Criança e do Adolescente e será desenvolvido nestes dez locais: duas escolas municipais (Escola Municipal de 1.º Grau Casimiro de Abreu e Escola Municipal de 1.º Grau Olavo Bilac), duas escolas estaduais (Escola Estadual de 1.º e 2º Grau João Habekost e Escola Estadual de 1.º Grau Incompleto Inês dos Santos Lisboa), três ONG`s – Organização Não Governamental (CEDEJOR, CEDECOR e ADESCA) e três Associações Pró-Desenvolvimento (Passo da Areia, APROPACA e APROALBA). Cada local terá a disposição uma unidade de inclusão digital, com um ou mais computadores com acesso a internet. Serão 759 alunos da rede pública de ensino diretamente atingidos, 170 das ONG´s e 210 sócios das Associações Pró-Desenvolvimento, totalizando 1.139 pessoas beneficiadas com a inclusão digital no meio rural.

Os alunos e comunidade em geral que não tenham conhecimento em informática receberão através de um profissional cedido pela Prefeitura Municipal de Rio Pardo, curso de introdução a informática, passando para o uso de softwares e ferramentas de trabalho (word, excel, power point, entre outros) e o uso da internet. O aprendizado se dará por meio de um processo pedagógico amplo, que envolve desde as atividades didáticas para o uso do computador, até a sua utilização complementar ao ensino em sala de aula, como pesquisa na internet em sites educativos.

O espaço também poderá sediar cursos gratuitos de qualificação profissional, oferecidos à distância via internet aos interessados, servindo de formação complementar aos educandos.

(Fonte: Portal de Rio Claro - RS)


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