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"Combate a exclusão digital deve ser prioridade de Governo"

Em pronunciamento na tribuna da Assembléia Legislativa, Ricardo Nezinho denuncia os altos índices de analfabetismo digital em Alagoas…

Em pronunciamento na tribuna da Assembléia Legislativa, Ricardo denuncia os altos índices de analfabetismo digital em Alagoas. Ricardo mostrou preocupação com a falta de prioridade das políticas públicas ao assunto.

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Leia abaixo os principais trechos do pronunciamento e Ricardo:

Em Alagoas menos de 7% da população tem acesso à internet e menos de 2% dos domicílios alagoanos tem acesso à internet. O dado mais perverso e assustador deste número aparece quando o cálculo leva em consideração apenas os municípios com menos de 50.000 habitantes onde menos de 1% da população está conectada à internet.

Vendo pelos olhos frios da economia de mercado, essas cidades são pouco “atrativas” para a Telemar, que desta maneira, não oferece serviço de acesso por banda larga em nenhuma cidade do interior alagoano, com exceção de Arapiraca. Em outras palavrasm, se dependermos exclusivamete da visão mercadológica da Telemar algumas cidades alagoanas estão condenadas à desconexão eterna.

Temos que louvar a iniciativa de alguns empresários que contrariando a visão da Telemar, tentam oferecer serviços de acesso à internet em cidades do agreste e sertão alagoanos.

Graças ao Provedor de Internet Oops de Arapiraca, as cidade de Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema, Girau do Ponciano, Campo Grande, Limoeiro de Anadia, São Sebastião, Olho d’água das Flores, Dois Riachos, Cacimbinhas, Jaramataia, Monteirópolis, São José da Tapera, Coité do Nóia, Qubrangulo, Estrela de Alagoas, Lagoa da Canoa, Craíbas e Cacimbinhas, possuem pelo menos um ponto de internet via rádio.

Os 475.284 habitantes das cidades acima citadas têm a sua disposição cerca de 10 Mega. Para se ter uma idéia de como esse número é pequeno, a Câmara Municipal do Recife tem um link de 6Mega para cerca de 800. Isso mesmo, Os 475.284 habitantes das cidades citadas anteriormente têem apenas 4Mega a mais que os 800 funcionários da Câmara Municipal do Recife têm à sua disposição.

O Estado precisa ter uma política pública para combater essa chaga. Não podemos mais relegar a um plano secundário uma questão tão importante para o nosso desenvolvimento como é o acesso à informação.

O acesso à informação e as Tecnologias da Informação passam necessariamente por três aspectos principais: Acesso ao computador, infra-estrutura (rede elétrica, acesso à internet, etc…) e a capacidade de aprender dos cidadãos (nível de escolaridade, alfabetização, interpretação de textos, etc…)

Nos três aspectos o Estado pode e deve desempenhar um papel decisivo. Quer seja barateando o custo ou financiando a compra de computadores para a população, como também proporcionando a infra-estrutura necessária para a Inclusão Digital e por fim, melhorando a qualidade do ensino público.

Como alternativa o Estado pode e deve dar incentivos fiscais para empresas que queiram oferecer este tipo de serviço – prover serviços de internet – em municípios onde a Telemar não tenha interesse comercial. Dar incentivo fiscal/subsídios ou linhas de crédito especiais para este fim proporcionando às empresas melhores condições para abrirem provedores de internet nesta localidades

O Estado pode, ele próprio, prover este tipo de serviço. Levando em consideração os interesses maiores do nosso desenvolvimento e não apenas os interesses comerciais e do lucro.

È necessário a criação de um Plano nacional de Banda Larga, com metas estabelecidas e que sejam obrigatoriamente cumpridas pelas empresas provedoras e concessionárias de serviços públicos de telecomunicações (Telemar, Brasil Telecom, Telefônica, etc). É com lembrar que foi a adoção do Plano de Universalização do Serviço de Telefonia Fixo Comutado pela Anatel que levou aos avanços alcançados pela telefonia em nosso país. Cabe perguntar: Por que não fazemos o mesmo com a banda larga?

Ficam os seguintes questionamentos: O desenvolvimento do nosso Estado pode ficar a mercê das análises mercadológicas da Telemar? Não está na hora de colocarmos o acesso à informação como prioridade das políticas públicas do Estado? Ficaremos de braços cruzados quando a média nacional de acesso à internet é de 10% e em nosso Estado é de menos de 2%? A Telemar como detentora de licença de serviços públicos pode utilizar apenas a “lógica do mercado” para definir qual cidade terá conexão com o mundo de possibilidades da internet? Os alagoanos de Traipu, Lagoa da Canoa, Girau do Ponciano… etc não tem os mesmo direitos que os de Maceió e Arapiraca?

(Fonte: Portal do Deputado Ricardo Nezinho)


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